terça-feira, 24 de julho de 2007

HISTÓRIA DA ISRAEL DOS SÉCULOS XX E XXI

O povo Judeu - O povo escolhido por Deus

A não ser a religião não há nada que una os judeus pelo mundo.

Estamos em 2007 - a 59 anos (quase 60) da criação do moderno Estado de Israel. Um povo com uma tradição de 5767 anos que constitui-se a partir de 1947/48 em uma nação politica e economicamente organizada como um Estado independente, possuindo um território próprio, leis próprias e governo soberano e um povo.

O elo da união deste povo é a sua tradição religiosa, ortodoxa, antiga, e suas numerosas e severas exigências, mantidas, sem "retificações" ou "reformas" por dezenas de séculos e séculos.

Uma tradição jamais abandonada, apesar dos milhares de anos de perseguições, holocaustos e "progons" movidos universalmente contra este povo.

"Somente a vós conheci entre as famílias da Terra, e por isso vos castigarei por todas as vossas faltas!" ... disse o Senhor.

Este é o grande mistério que envolve a fé no verdadeiro e único Deus, guardada pelos filhos de ISRAEL como um sagrado legado para toda a Humanidade.

Nos últimos tempos, desde a Diáspora, o retorno dos primeiros judeus sionistas à Palestina deu-se por volta do século IX. Nesta época, esta região não passava de um deserto inóspito e insalúbre sob o domínio do decadente Império Otomano.

A população da região não passava de duas centenas de milhares de pessoas, a maioria constituída de beduínos nômades. A população dita urbana ou fixa, habitava em aglomerações decadentes como Jerusalém, Haiffa, Jaffa ou Gaza, na sua grande parte de raízes semitas, árabes assim como também o decendente do povo Hebreu original.

O desenvolvimento da região ao longo dos séculos seguintes ocorreu principalmente pela obstinação e insistência deste povo sagaz, que para aquelas terras retornaram, com sua história e tradições. Este foi o que permitiu o retorno de muitos filhos de Sion à esta Terra Prometida e também que as diversas tribos nômades árabes fixarem-se na terra, abandonando suas vidas transumantes, formando assim uma nova população fixa habitante permanente desta parte inóspita do planeta, denominada, a partir de então, de Palestina.

A população do chamado povo palestino só veio a crescer porque o Estado de Israel proporcionou os meios sociais e eeconomicos para que houvesse o crescimento, senão continuariam os escravos de sempre dos "Sheiks" e "Sultões", que se consideravam acima do mortal comum e das leis de Deus.

A Mitsvá - (o mandamento de colonização da Terra de Israel)- novo êxodo a ERETZ ISRAEL - destacou-se novamente como elemento central na vida do povo judeu - e cada vez mais e mais eles retornaram à Palestina - porém, sob meu ponto de vista, de uma forma ainda mundana e talvez materialista em excesso. Isto não implica que não creia nas leis da analogia, tão propagadas pela Cabalá Hermética, apenas afirmo isto pelo vislumbramento da grande dose de exagero e dos excessos que este novo êxodo desencadeou, mascarando a verdade etérica da Terra de Israel, a verdadeira Eretz Israel. Esta que considero realmente existente e residente em uma dimensão atemporal, não-local, onde poucos escolhidos são capazes de vislumbra-la e alcança-la cumprindo definitivamente o sagrado Mitsvá.

A reconstrução da nova Jerusalém e do novo Templo, não é obra para este mundo, e sim de um mundo mais perfeito, mundo este, onde habite a eternidade desposada com a infinitude, onde nem o espaço nem o tempo permeiem a forma de sentirmos as coisas. Um mundo assim é que poderiamos chamar de verdadeira Eretz Israel, Terra Prometida, onde jorra leite e mel, onde está plantada a árvore da vida, o Éden celeste, O Grande Oriente Eterno.

"Shemá Israel Adonai Elokenu Adonai Ehad".

Porém, pela lei das similaritudes, o que existe em cima tem seu análogo embaixo, mesmo que retratado por uma imagem distorcida como a imagem refletida em um espelho defeituoso ou de um filme mal projetado. Desta forma então, o Estado de Israel se fez autômono e politicamente independente, conquistando suas fronteiras e localizando-se geograficamente na Palestina, em pleno Oriente Médio. Neste espaço, o povo de Israel, ao menos boa parte dele, reconstruiu seu centro espiritual-político-religioso-temporal, depois do Holocausto e de tantos séculos de perseguição.

Não desfaço aqui o reconhecido mérito dos fundadores deste novo Estado, uma vez que, considero justo a qualquer um que seja, desejar e ter um lar para retornar, um porto seguro para aportar de maneira que seja permitido resguardar-se das interpéries desta vida.

David Ben Gurion, Davi filho do Leão....., sem dúvida um grande homem e um idealista visionário, porém quantos sacrifícios empreendidos muitas vezes por valores, ao meu ver, mal compreendidos , que apenas retrataram as vaidades do homem.

A criação de um Estado de Israel está custando muitas décadas de luta, opressão e guerras injustas. Guerras estas que tem envolvido perdas de muitas vidas humanas, pelejas sanguinolentas de irmãos contra irmãos movidas pela ignorância e pelo preconceito, incentivadas por um cego fanatismo religioso e dos sentimentos de vingança que embotam as mentes e entumecem as conciências, afastando-nos todos das Leis de Deus.

Violência leva a violência, e a vingança e o revanchismo nos separa cada vez mais estes irmãos filhos de um mesmo pai, Abraham.

A defesa é justificável, a vingança jamais - esta sempre será um ato de ignorância - portanto o maior de todos os pecados que um homem pode cometer contra seu semelhante, assim como também o é aos olhos de Deus!

O erro de nos rotularmos sionistas ou anti-sionistas, judeus, cristãos ou islâmicos, a falsa identificação com um nacionalismo ufanista utópico, sempre negando a unicidade da raça humana, filha de um mesmo Pai, nada mais é que vaidade das vaidades. Isto somente trás conflitos que cada vez mais parece-nos perenizados por atitudes insensatas de extremistas em ambas as partes da contenda.

A solução de tudo isto, aquilo que consigo vislumbrar ao me aprofundar no íntimo de minha alma, pode não passar de uma estúpida pretensão, pois não podemos mudar o próximo, somente temos capacidade de mudarmos a nós mesmos. Porém, parece-me mais estúpido ainda se não o tentar alcançar esta paz e fazer com que se cumpra a missão deste povo de trazer ao Mundo o reconhecimento, a crença e o louvor no Único e Verdadeiro Deus.

O movimento sionista, a princípio, nos seus 109 anos, aproximadamente, quando se fez mais presente aos olhos do mundo, sempre considerei uma legítima aspiração de um povo perseguido e mal compreendido, envolvido no meio de discórdias, conflitos e sacrifícios - acompanhados de uma velada guerra em torno do tema da necessidade de possuir um lugar só seu - a Eretz Israel, a Terra Prometida.

A própria Torá nos revela esta verdade:

Shalon, Shalon, ve ein Shalon....(dizem: paz, paz, e não vem nenhuma paz) como citado em Ezequiel , 13:14 e em muitas outras passagens do livro sagrado.

O povo de Israel deve concientizar-se de sua sagrada missão, lembrar-se que foi também foi estrangeiro em terras estranhas, e celebrar a Humanidade como uma totalidade sob um Deus, UNO e UNIVERSAL.

Deus é Um e é Único, e Ele é o nosso Deus!

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אָמֵן


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