terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
D'us nos concede em Sua grandeza a Vida
D'us não é o universo haja pôsto que este é Sua criação. Como poderia o Criador estar contido em sua criação ou em qualquer de suas criaturas?
D'us é infinito e eterno, Ele transcende a tudo que possamos imaginar, é o Ain-Sof, o Incognicível, o Inominável, Aquele que transcende toda criação que é a Sua manifestação imanente.
Portanto, somente conseguimos vislumbrar Sua manifestação, não nos sendo possível vislumbra-Lo em Sua total Grandeza e Glória, haja vista que D'us não é corpóreo em nenhum dos mundos, apesar de ter-Se manifestar-Se na carne, na pessoa de Seu Filho. Este que gerado e não criado, pela graça de Seu Espírito Santo.
Ele que nos criou a todos já existia antes de tudo, porque para Ele não existe o antes nem o depois, pois Ele simplemente é e sempre será o agora!
Sua Onipresença e Onipotência são meras reflexões do EU SOU, seu verdadeiro Ser.
Para D'us não há lugar ou tempo que não tenha sido criado e desejado por Ele.
Esta é a Verdade.
Quem tiver ouvidos que ouça, quem tiver olhos que veja, quem tiver tato que sinta.
Ao sentirem este gôsto e respirarem este sôpro atingiram a Vida, e nela a Verdade eterna e absoluta.
Escutai oh Israel, o Senhor é nosso D'eus, o Senhor é UM.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Um breve estudo da Filosofia e da Lógica: A força do Argumento
Nossas vidas são um eterno aprendizado, estamos sempre construindo estruturas maiores e mais capazes de assimilarem a Verdade.
O problema de Verdade absoluta vem encantando o homem desde que ele criou a linguagem, com seus simbolismos, visuais, sonoros e táteis, para bem cumprir a tarefa de externar a seus semelhantes suas idéias e pensamentos, portanto criar.
Tudo o que se sabe tem como princípio as estruturas lógicas que estabelecemos ao longo de nossa existência, de nossa infância à idade adulta, apesar de muitas vezes construidas de maneira não tão adequada, pois pela nossa tradição greco-cristã-cartesiana, somos inclinados a estabelecer premissas das dualidades absolutas e do determinismo, como se o universo fosse apenas um mar de variáveis discretas, correspondendo a forças opostas, porém encarando o ser humano como elemento plenamente passivo, sempre governado por um destino pré-determinado ao qual não se poderia escapar.
Não consigo conceber este discretismo da dualidade, creio que o modelo mais adequado passa pelo difuso, entre o bem e o mal existem infinitos estados ou condições morais que sempre serão escolhidos pelo ser, de acordo com suas concepções e suas construções mentais.
O presente é o unico tempo em que vivemos, o passado é como uma roupa que não nos serve mais e o futuro ainda não veio, porém está estritamente ligado às nossas escolhas no presente e não a um acaso aleatório, e nem a uma sina determinada por alguma divindade qualquer.
O futuro é somente uma onda de probabilidade, a qual quando observada no momento presente, se colapsa em um novo evento no momento posterior, quando o mesmo se torna presente.
A estrutura cognitiva formada no passado é que estabelece a relatividade da observação presente que se converteré em evento futuro.
Mesmo com estas falhas, nossas tradições ainda nos trouxeram muitos pontos positivos tais como os conceitos de hipótese, indução, dedução, silogismo, falácia, sofisma, dialética, nas quais enfatizamos toda estrutura de um pensamento lógico que rege o que chamamos argumentação.
A argumentação é o instrumento mais forte a que recorremos ao expormos nossas idéias na maneira simbólica de cada linguagem.
Apesar de nossa tendência natural ao factual do que ao retórico, um conceito não sobrevive sem o outro, não existindo nada que seja totalmente factual, assim como nada que seja inteiramente retórico. Mesmo a ciência, a qual trata a obtenção do conhecimento pela experiência ou realização do fato não é eminentemente "factual", pois toda a teoria que possa estabelecer-se através de seus modelamentos, necessita de uma premissa básica, um axioma, o estabelecimento de condições de contorno que limitam o conhecimento da verdade de uma maneira mais ampla. Estes axiomas são comparáveis aos dogmas religiosos, empregados pela fé.
A tão discutida fé, muitas vezes levada a extremos de fanatismo cego que percebemos nas diversas religiões que cohabitam este mundo.
Cremos no que não sabemos, pois o que sabemos, simplesmente sabemos e portanto não necessitamos crer.
Ao meditarmos sobre o exposto, podemos concluir que ainda é essencial nos valermos do uso da argumentação. Argumentação esta que implica à renúncia ao uso estúpido da força, da violência, de outras formas coercivas em que muitos se baseiam para fazer valer seus pontos de vista.
Contra fatos não há argumentos, porém, todavia, o que chamamos de fatos, na maioria das vezes, são apenas vislumbres assombrosos de uma realidade refletida em nosso interior a verdadeira luz do mundo exterior, como na fábula da caverna de Platão.
A única e verdadeira força de persuasão aceitável é a que os principios do respeito a liberdade de juízo individual de cada ser pensante, é a persuasão racional. O recurso da argumentação, portanto, supõe o estabelecimento de comunidade dos espíritos que enquanto dura, exclui o uso da violência.
Sempre é bom lembras de algumas coisas básicas, conforme os padrões de comportamento éticos e morais aceitos em nossa sociedade:
- Em primeiro lugar, não existe nada pior do que os opôstos - o fanatismo cego e o ceticismo completo. Ambos falham por nem admitirem qualquer argumento que possa demove-lo de suas posições estanques que não admitem nenhuma outra opção, para os primeiros devido a extrema ignorância e mistificação e outro lado a epistmologia eminentemente factual das ciências ensinadas na escola, como meramente deterministicas e limitantes. Somente a ambos personagens é que interessam o total descrédito da argumentação e da retórica.
- Em segundo lugar, sempre é bom lembrar que, históricamente, o argumento e sua prática antecedem a qualquer cálculo ou fórmula no estabelecimento de um modelamento. comprobatório de uma teoria dita cientifica.
Concluindo:
Apenas a existência de uma argumentação confere um sentido à liberdade humana, condição absoluta e necessária para o exercício a uma escolha racional.
Sempre combateremos as oposições filosóficas que taxativamente e irredutivelmente nos são apresentados pelos absolutísmos de todos os tipos: do dualismo da razão e da imaginação, da ciência e da opinião, da evidência irrefragável e da vontade engana
terça-feira, 13 de novembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
. "SCIRE NEFAS".
. livro do doutor Brière de Boismont(24)
. Zanoni(25) - o belo romance de Bulwer Lytton - talvez já tenham descoberto, no "monstro inominável" que Glyndon evoca de modo tão desastroso,
. Eterno Devir:
. arte espagírica.
. o maior químico da França contemporânea, Berthelot, em suas Origens da Alquimia: "Reconheci não somente a filiação das idéias que os (os alquimistas) levaram a almejar a transmutação dos metais, como também a teoria, a filosofia da natureza que lhes servira de fundamento, teoria essa fundada na hipótese da unidade da matéria E, NA REALIDADE, TÃO PLAUSÍVEL QUANTO AS TEORIAS MODERNAS QUE HOJE GOZAM DO MAIOR PRESTÍGIO... Ora, que estranha circunstância! As opiniões a que os sábios tendem a voltar suas atenções, sobre a constituição da matéria, não deixam de ser análogas às profundas visões dos primeiros alquimistas"(29)
. livro magistral de Saint-Yves d'Alveydre - A Missão dos Judeus(31).
A Natureza do Homem
"Quando o homem escuta
atentamente, a Verdade parece lhe dizer: Oh, homem, não posso dar vazão as minhas lágrimas em lugar algum senão em teu seio".
"As palavras de angústia são sempre novas, já que nesse ponto reside o princípio da própria linguagem".
"Torrentes de dor inundem minhas veias e todo meu ser se elevará com amargor".
"Tem cuidado ao te afastar, mesmo pôr um instante, do fogo central fundamental, no qual repousas e nunca deves deixar de te exercitar na dor, a fim de que esta dor se estenda a todas as suas faculdades e façam sair seus frutos".
"A grande angústia de Deus é aquela que se origina de sua contínua tentativa de se revelar através do coração do Homem, e dos tenebrosos obstáculos que o coração do Homem opõe a Ele".
"Se não tivermos a substância da vida em atividade dentro de nós, como seremos capazes de julgar, ou mesmo de ser sensíveis ao que está morto à nossa volta?"
Frase de Santa Teresa:. "Deixe-me sofrer ou morrer".
"Não, não! a cruz não é um sofrimento, é a Raiz Eterna da Luz Eterna". A cruz é anterior ao mau....
"O Verbo é o desejo divino, personificado e em ação no homem".
"Nenhum sofrimento vale a pena senão aquele que tem o bem comum como objetivo. "
"É pôr minha causa que tu me visitas? Eu que nada tenho feito para que tu chegues perto de mim, mas, ao contrário, tenho feito tudo para mantê-lo afastado?"
"Não irei me entregar a esta alegria até sentir aquele desejo universal que anima e cria a Ti eternamente".
"Não irei me entregar a ela, até que perceba o objetivo particular que Tu tens e o tipo de tarefa que queres que eu faça, na obra do progresso geral".
"Sem esta precaução não só a minha alegria seria vã, como meu curso seria incerto, como aquele do neófito. Eu ainda posso, a qualquer momento, cair novamente na obscura região dos homens da torrente".
"O Verbo Divino é tão poderoso, que uma mera lembrança dos auxílios que tu deves ter recebido dele, irá capacitá-lo a afugentar o inimigo, assim como a mera sombra dos Apóstolos curava os doentes".
"A natureza está vazia...." (néant)'
"É conversar somente sobre o que é certo e verdadeiro, sem alimentar os homens com meros recitais e narrativas frias, já que estes são compostos de tempo que possui apenas passado e futuro, enquanto que as grandes verdades são sempre presentes, como os axiomas; elas não pertencem ao tempo, mas à permanente região eterna".
"A religião é a Esfinge que obedece, sem nunca devorar àqueles que a decifram".
"Para as almas degradadas, a religião é um grilhão impingido através do interesse rasteiro, da pusilanimidade, do medo e das loucuras da esperança. Para as almas elevadas, a religião é uma força resultante de uma intensa dependência ao amor da humanidade."
Os Ascensionados
Amar sem ilusão.
Sofrer sem impaciência.
Deixar as coisas seguirem seu curso. (não forçar a natureza)
Silenciar a mente p/ poder contemplar a quietude do eterno pensamento Divino.
O Homem Moderno
"Eu não conheço nem a saída nem a entrada; sou tudo aquilo que não sabe nem sair nem entrar"
– assim suspira o homem moderno...Esse é o tipo de modernidade que nos adoeceu – a paz indolente, o compromisso covarde, toda a virtuosa sujidade do moderno Sim e Não da dualidade herdada do determinismo cartesiano.
Em primeiro lugar, sabe-se ser de pouca relevância se uma coisa é verdadeira ou não, desde
que se acredite que é verdadeira.
Como diz-se no ditado, o qual desconheço o seu verdadeiro autor:
" Uma Mentira dita repetidas vezes, acaba por ser aceita como Verdade".
Muitas vezes, o mais adequado é resignar-se ao silêncio, recompor-se conforme nossas convicções, para não pecar "ao jogar as pérolas aos porcos e nem por lançar as coisas santas aos cães."